sexta-feira, 18 de julho de 2008

Que elogia uma dama de um país distante


Bela Anfitrite, nobre soberana,
Senhora suprema do exército de Proteu;
Tu que tomas o vasto Oceano como teu
O fresco das águas e a salitre que emana,

Só a ti o quente Austro obedece
Só para ti as doces gaivotas cantam
Só contigo as estrelas se espantam
E te deste à terra que te não merece.

E se eu, que de mortal tenho minha condição
Não vos pude nunca chegar ao coração
Oh, dina Anfitrite, senhora minha,

Posso, no entanto, ter este proveito
De vos professar todo este respeito
Com que vos saúdo, minha Rainha!

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