terça-feira, 22 de julho de 2008

Que evoca o papel do Homem como criação de Deus para obtenção da Paz

Alleluia, alleluia!
A minha alma exulta de alegria
E glorifica o Senhor pelas Suas maravilhas,
Porque grande é o Seu nome em toda a Terra:
Feliz aquele que vive segundo os desígnios do Senhor
Porque vive como luz em Suas obras
E aquele que segue os Seus mandamentos
Espelha o Seu poder e sabedoria.
Que o Homem seja como luz que ilumina o Mundo
Que nas suas obras resplandeça a acção do Senhor
Que o justo sirva de exemplo ao insensato
Que o bom sirva de remissão ao insolente
Pois tanto o justo como o bom são luz no Senhor
E iluminam os corações errantes na sua luz
Porque o Homem é a luz do Mundo
E Deus é o seu farol
E cabe ao Homem levar a bom porto os navios perdidos
A fim de que vivam na glória do Senhor.

Ámen.

Que evoca Deus como Luz do Mundo

Só tu é que nos dás a vida
Só tu é que nos dás amor
Vem ajudar os pobres e oprimidos
Vem ajudar, meu Senhor.

Tu és fonte de vida
Não deixes as pessoas andar
Por aí a guerrear
E depois, por favor, vai dar paz,
Vai dar paz a cada lar.

Nós te louvamos, Senhor
Tu és a luz que ilumina a Terra inteira.

Tu tens um grande coração
Por isso te dedico esta oração.
E há outra coisa a dizer:
Deus é nosso Pai
E Tu és nosso irmão.

Ámen

Que evoca o papel de Deus na transformação do Homem em Luz do Mundo

Senhor Jesus
Tu disseste de Ti mesmo
que eras a Luz
que vinha a este Mundo
temos no meio de nós
uma luz
para nós
ela é a Tua imagem
ela é o Teu símbolo.
Ensina-nos a sermos abertos
ensina-nos a Tua doutrina
que posta em prática
arde,
e ilumina tudo à sua volta
para que possamos viver
na tua doutrina...
E uma luz acesa
rodeada de escuridão
ainda mais nos fala de Ti.

Nós somos o suporte de Deus.
porque Deus prolonga-se,
actua no Mundo através de nós.
Ele precisa de nós.
E nós precisamos do seu óleo
para alimentar a nossa luz.

Ámen

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Que evoca uma morte semelhante à do cisne

Antes da sua hora chegar
o cisne canta...
É o que todos dizem
e o que eu digo também
sem que alguma vez tenha visto...


Antes da sua hora chegar
o cisne canta...
É o que todos dizem.
O seu último suspiro
É prolongado pela última nota.


Antes da sua hora chegar
o cisne canta...
Mas eu também sou um cisne
e, antes da minha hora chegar,
não cantarei para a Morte...


Antes prefiro a ironia
de fazer um dueto com ela...

sábado, 19 de julho de 2008

Que conta um sonho

Esta noite eu voei…
Não me perguntem como…

Esta noite eu voei…
Voei como voa uma gaivota
No cais à beira mar…
Pelo começar da aurora,
Vindos do mar que ignora,
Vê os barcos a chegar…

Esta noite eu voei
Como voa uma gaivota
No cais, à beira mar…

Outrora naveguei num barco
Dos que vejo agora
Atracar à beira mar…

Num barco eu naveguei:
Não sabendo onde estava
Tomei caminho contrário
Ao que a corrente me dava…

Esta noite eu voei…
Como voa uma gaivota…
No cais, à beira mar…

Tenho saudades do tempo
Em que voei nos teus olhos
Como voa uma gaivota
No cais, à beira mar,
Pelo começar da aurora
Vendo, no mar que ignora,
Meu barquinho a navegar…

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Que elogia uma dama de um país distante


Bela Anfitrite, nobre soberana,
Senhora suprema do exército de Proteu;
Tu que tomas o vasto Oceano como teu
O fresco das águas e a salitre que emana,

Só a ti o quente Austro obedece
Só para ti as doces gaivotas cantam
Só contigo as estrelas se espantam
E te deste à terra que te não merece.

E se eu, que de mortal tenho minha condição
Não vos pude nunca chegar ao coração
Oh, dina Anfitrite, senhora minha,

Posso, no entanto, ter este proveito
De vos professar todo este respeito
Com que vos saúdo, minha Rainha!

domingo, 13 de julho de 2008

Que narra o fatídico encontro com Medusa


Ecoava no bosque uma ave cantante
Quando fugia da cruel Medusa
Que não aceitava a minha recusa
De me tornar seu eterno amante!

Reflectia o Sol o escudo brilhante
numa linha luminosa e difusa
E como por dentro o mal não se acusa
O silvo da espada ecoa vibrante.

(Corta-se a cabeça; a besta está morta
Olhava, absorto, a lâmina que corta
E um rosto por maldade deformado)

Que me fizeste, que mal, que magia
Se só de te olhar, oh Górgone fria
Meu coração em pedra foi tornado?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sur une fausse Liberté


Dans cette maison où tout est possible
les mots sont aussi livres,
et grandent, et vivent et meurent
comme le Soleil et faisent-il, jaune,
se torner un peu de rouge...

Dans cette maison où tout est possible
j'habite aussi livre comme les mots
je vole avec mes paroles
achetêr un peu de papier
pour écrire avec les mots que meurent...

(La tristesse habite le plus profonde de mon coeur
Je ferme mes yeux et vois tout noire...)

Dans cette maison où tout est possible
mon coeur ne me laisse pas avoir de rêves...